
E quando eu parar de escrever...
No dia em que eu parar de escrever eu enlouqueço, eu deixarei de existir!
Sem escrita não sou eu, não existo, não estou em mim.
Sem escrita devaneios nunca serão devaneios;
gritos não serão mais gritos;
e amores não existirão...
Tenho fome de letras...
De palavras inteiras, de meias palavras.
Fome de palavras vazias. Palavras tão suas, palavras tão minhas.
Tenho sede do amor devotado em cartas
- preciso de papel, preciso de lápis.
Tenho fome de letras, das letras que estão vivas em mim!
Tenho fome do ódio, do amor existente, latente, relutante.
Tenho fome do amor platônico, aquele devotado apenas no papel.
Tenho fome de papel, aquele a quem entrego minhas palavras,
a quem entrego meus mais íngremes segredos, meu verdadeiro eu.
Sem escrita como ser compreendida na imensidão contraditória em mim?
E o dia que eu parar de escrever me enterrem e por cima do meu tumulo
joguem todos os meus livros porque ainda assim estarei coberta de palavras... De letras... De meias palavras... De palavras inteiras. De palavras vazias... Coberta de palavras!
No dia em que eu parar de escrever eu enlouqueço, eu deixarei de existir!
Sem escrita não sou eu, não existo, não estou em mim.
Sem escrita devaneios nunca serão devaneios;
gritos não serão mais gritos;
e amores não existirão...
Tenho fome de letras...
De palavras inteiras, de meias palavras.
Fome de palavras vazias. Palavras tão suas, palavras tão minhas.
Tenho sede do amor devotado em cartas
- preciso de papel, preciso de lápis.
Tenho fome de letras, das letras que estão vivas em mim!
Tenho fome do ódio, do amor existente, latente, relutante.
Tenho fome do amor platônico, aquele devotado apenas no papel.
Tenho fome de papel, aquele a quem entrego minhas palavras,
a quem entrego meus mais íngremes segredos, meu verdadeiro eu.
Sem escrita como ser compreendida na imensidão contraditória em mim?
E o dia que eu parar de escrever me enterrem e por cima do meu tumulo
joguem todos os meus livros porque ainda assim estarei coberta de palavras... De letras... De meias palavras... De palavras inteiras. De palavras vazias... Coberta de palavras!
Assina : Méa Lima e Clézia Sam Soares
escrever com você? sem explicações... obrigada por mais esse presente!!!
ResponderExcluirPrimeiro parabenizo as duas.
ResponderExcluirÉ lindo ver, essa relação de dependência, harmonia e cumplicidade, do ato de escrever e do fato de existir.
Na minha visão, o fato de existir pode ser um mera vida como também pode ser uma grande existência. E é isso que as autoras mostram de motivo e razão...
Parabéns às duas !!!