8.5.12

Quando o último sms chegou, a chuva veio forte e se instalou entre o meu silêncio e as minhas lágrimas, e eu fiquei lá sem nenhuma peça de roupa, eu queria que as dores fossem lavadas... E eu desejei nunca ter ouvido... Nunca ter visto e nem tocado... Na vida!
E eu desejei que o silêncio tantas vezes motivo para o barulho instalado em nós, não se fizesse presente. E eu desejei te ver... E desejei que você não fosse tão longe, tão larga, tão dispersa. Desejei que você coubesse em meu (a)braço.
Desejei que as falas monossilabas morressem no primeiro afago da verdade encrustada em nós... Eu quis ser o tempo e voar... Eu quis ser barulho e falar, mas o que sou é um silêncio carregado de urgências, de medos e um desejo enorme que a morte não nos esteja próxima, que os erros nos ensine.