28.1.11

Esvair

Dia lindo pra escrever...
Lindo...
Tudo escuro...
A chuva chegou...
E como que lavando almas bateu em minha porta.
Ainda não tenho coragem de abrir-la,
Não consigo identificar as batidas, não sei se são da chuva ou da dor.
O cinza cobre o telhado da minha casa e os meus dias seguem frios...
Medo de me conhecer de me perceber e identificar em mim gotas da chuva que caem lá fora
O céu cinza, escuro, que me atormenta, lembra-me meu coração... Teu olhar... O desejo...
Lembra-me o desejo que tenho de esquecer-te
E esqueço que só de lembrar você renasce.
E renasce meu peito, o dia, a chuva
Mais bela e densa
Agora chove mais forte... E continuo sem coragem de abrir a porta!
Porém entre as frestas cai um liquido... é água
Deixo-a entrar
O desejo que tenho que ela limpe você de mim é maior que o medo de que você realmente vá...
E aos poucos a chuva que entra pelas frestas me molha, e permito-me sentir a dor... da chuva? Do peito? Não sei identificar.

Ela no Rio e eu aqui...Obrigada pelo texto.

Assina: Clézia Sam e Méa Lima
"Não é cobrança,
exijo o que mim é de direito.
Não que possua nada,
queria um pouco daquilo que te ofertei por inteiro
queria de você só uma atitude,
E por sinal um pouco respeito."

Inevitável

Se a dor é uma passagem inevitável,
e inevitável é sofrer.
A mentira que carrego é para te proteger.
De muito pensar e sem nada resolver...
Pergunto-me,

Mais vale a proteção ou mais vale deixar doer?


Autoria: Keko Elias

...

"Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate.O homem que hoje me amar,encontrará outro lá dentro.Pois que o mate."





(Elisa Lucinda)

24.1.11

Correntes da Sociedade

Ando por ai a desfilar com um sorriso que não é meu.
Uma simpatia que não e minha,
vivendo uma mentira que não foi eu que criei.
Ando por ai, a falar com quem não conheço.
A suportar o que não mereço,
a brincar de viver
e pagando um alto preço.
Ando por ai a não me reconhecer,
não me entender,
e não saber quem sou.
Ando por ai a fingir
A mentir
A me iludir
A não saber para onde ir
Ando por ai a procurar,
a não me encontrar,
Sem saber para onde vou.
A viver o que tu queres que eu viva
por achar conveniente viver essa vida.
Ando por ai a buscar respostas,
há contar as horas,
querendo sair,
querendo ir embora.
Ando por aii
me perdendo e me procurando
achando que estou andando
mais no final estou aqui.
Me achando me perdendo
achando que estou vivendo
preso a o que não fui eu que me prendi.
Vendo o tempo passar
acorrentado estou aqui!
Ando por ai...
Ando por ai...
Ando por ai...
E não me reconheço!


Assina: Keko Elias

14.1.11

Um certo poço

Possuida de amor e vontades...Dentro do peito carrego um poço fundo,onde guardo medo.
Medo que paralisa e gela,cadencia até sentimentos.
Tenho medo de correr dele e ele correr para mim.
Só não tenho medo,de admitir que tenho medo.E isso, já é ter muito de coragem.
Tenho a pretensão de esvazia-lo,mas preciso de tempo moço...
E isso, é o tempo que me dá.



Assina: Méa Lima & Tamires Peixoto

13.1.11

Miopia

Tentei ao longo de semanas,não enxergar apenas as formaçoes rochosas criada por medos e desejos que desenhavam a nossa relação.
Medo seu de acreditar que iria ser diferente,desejo meu de que tudo fosse mentira.
Mas isso,apenas me deixava míope,diante de revelações que apenas eu não via.
Míope diante dos teus medos...Míope diante de ti...
Porque tu é medo,e medo é apenas falta de coragem.

T.P (Tempo Passa)

Hoje acordei e trazia no peito algo parecido com saudade...Não me recordo de te-la sentido na sua partida...Confudi-me,o nome disso é vaidade e trago muito dela dentro de mim.
Recordo-me apenas de um vazio...Mas esse eu já sentia quando tu dizia está ao meu lado.
Então o que ficou de tua breve passagem?
È,o vazio.
O vazio da tua voz,que foi dura muitas vezes...O vazio da tua presença,que por muitas vezes esvaziou o meu eu.
O vazio do teu beijo, que durante esse tempo,beijou o "passado".
O teu vazio que foi construído por um passado de dor e amor...Deixou-me apenas um vazio de saudade.

PS: "Eu tenho o direito de tentar Méa".
PS²: È pra vc...

1.1.11

Tempo

Escuta os lamentos que o tempo atento aponta nas faces...
Tempos de razão e sem contento aponta os caminhos.
Não sigo o teu tempo...
Não sei se aguento viver sem com o tempo.
Não espero retorno... Não quero que voltes.
Perdoa-me, é o que o tempo não volta atrás.