26.12.10

Lágrimas

Você ainda caminhava em minha direção,quando de súbito caiu a primeira lágrima...
Difícil esquecer a lágrima,difícil entender o coração.
Você partiu assim como chegou... Em silêncio...quieto!
O nosso silêncio foi interrompido apenas pelo toque das lágrimas que desenhava nossa face.
Cada lágrima que caía era como o esvair da dor que pertencia a cada um de nós... Era limpeza da alma.
Partimos cada um para um lado,mas ainda temos o mesmo coração...

15.12.10

O cinza dos meus dias

Sentada...Ouvindo o silêncio que adentra o meu quarto,perco-me em pensamentos...
lá fora está pintado um dia cinza...Que aos meus olhos parece com tua face... Uma face cinza que expressa apenas o medo de viver.
Lá fora está também... Espalhado entre os múrmurios alheios os retalhos de ti... Recolho diante do dia cinza,cada parte que te compõe... Me perco do meu eu,diante de tantos Eus teu...
Não sei em que ponto devo para de recolher... não sei o que devo fazer.
Sigo no meu dia cinza... Esperando que pelo menos em algum momento haja um colorido para ser compartilhado.

5.11.10

Sem você

Sem você sou pá furada...Sou água parada...Sem devaneio ou estrada.

Sou um rio que corre ao contrário...Não vivo...Nem sigo.
Sem você nem sou eu,nem sei o que sinto.

A solidão que segue...Me segue,me consome e some dentro do meu ser.
Ja não sinto tua presença...Já nem sei,quem sou!

Você

Era começo da noite quando sentir se aproximar, a passos firmes e riso alto um ser espetacular...
O riso encantador...Os lábios á chamar.
Olhavámos um para o outro,como que esperando uma reação...Não reagir...Porém a sua reação surpreendeu-me.
O beijo... Você...Seu sorriso.
bum....

Acabou...
Era sonho?? delirio??

Não...Não,era você,que assim como chegou sorateiro e feliz...Saiu,disse tchau e até logo...Mas pareceu-me adeus!

2.11.10

Hoje escrevo sobre a dor alheia...Por não saber saber identificar e qual parte do meu corpo doí mais.
O espírito do poeta é irresumível...Porém o papel em branco e o lápis,ás vezes o limita.

26.10.10

Poeta dissimulado

Depois de amar e ser amada...De viver entre a cruz e espada.Nada,nem o não dito em frases de canções,fará com que.... eu tenha coragem de dizer....Que estou com outra pessoa!

23.10.10

A lágrima que derramas é compartilhada...O silêncio entrecorta o vazio que te cerca!E até o meu lápis,hunf...Silência.

21.10.10

Sonho

Era noite quando tudo começou...Brincadeiras e desejos se misturavam.Pela primeira vez brinquei de adolescente,sentados na sala,olhando um para o outro.
Desejos e desejos se misturavam...
O beijo,o corpo...O loiro dos cabelos...Os lábios,doces lábios...finos tão finos!
Já não sabia o que era você,e nem o que era eu...Misturados no desejo fulgaz que se desenhava diante de nossos corpos.
o primeiro toque,sensação de arrepio...Nas mãos avassaladoras descobertas!
Nos finos lábios desenhava-se o prazer expresso nos movimentos sutis...
Calma...Só se passaram cinco minutos e eu acordei diante do abismo que é meu quarto!

Luxúrias

A tarde cai e a boca da noite nos abocanha...Os desejos são revelados um á um.
A cada peça de roupa que cai,são descobertos os desejos mais intimos e fulgazes...Deixo cair a minha vergonha...As minhas máscaras,sou Dulce,sou doce...Sou o doce veneno passivo de reação...Sou o grito engasgado durante anos...Sou passiva de reação.
Não,não...A minha reação aparece diante do teu corpo despido...Do teu sorriso querido,do teu sabor.Cada detalhe do teu corpo é um risco.A Luxúria nosso pecado capital,o desejo de você me consome,desepera-me sou a Luxúria...Sou luxo...Sou RIA.

Sinto saudades

Tenho saudades de quando as verdades inventadas faziam parte de nós...Ah,tenho descorberto que você ainda faz parte do meu eu,e ás vezes sou tão você...
Sou teu cheiro,teus lábios,teus cabelos...Teu olhar,teu cantar.Sou tão você!
Sou o riso molhado do ser que sentiu que ser amado, dá medo.
Fico triste,que algo tão puro e sublime dê medo em alguém...
Porém é a saudade de você que desespera-me.

20.10.10

Sou eu,ou você?!?

A noite cai atrás da cortina do mundo,e eu me desepero por não saber onde te encontras.Tenho medo de ser o que me tornei...Não sei quem sou,por ser você.
Ainda sinto teu cheiro nos ares entrecortantes que me cercam...Tenho medo do que me tornei...
Eu sou você no tic-tac do relógio...No banho de água fria...Sou o desafinar das tuas melodias...Sou a tristeza nos dias cinzas.
Estou em milhares de lugares,menos perto de você...Porque não estou perto de mim.O meu eu se perdeu no abismo que foi desenhando pelo teu não.
Desepero-me,perco o caminho...Não me encontro...Não sei quem sou e tenho medo do que me tornei.

A noite

Toda noite que te encontro,mergulho na confusão que mora em você...E me torno,o fogo ardente o espeto do cão.
Sou despida...E todo pudor é arrancado junto com minha roupa.Esqueço as proibições...Os nossos gemidos e a voz doce do Djavan são a trilha sonora.
Esqueço-me dos meus e dos teus amores...Somos apenas um descobrindo os pontos e as partidas.Gemidos mistura-se com o medo das novas descobertas,o desejo de você despera-me...
O sorriso encantador,esconde o ego forte...O meu grito...Meu gemido não pode ser mais alto.Afinal de contas,quem é o homem?!?

Bárbaros

Bárbaros são os sentimentos que me cercam...Bárbaro é o sarcasmo usado para esconder a dor...
Sou incapaz de muda-los,são frutos efêmero...E eu,gosto do efêmero.As vezes chego a pensar que gosto da tua dor...E me torno podre,por ser tão fiel e presa á um amor unilateral.
Me esqueça,me esqueça...Te esqueço,me esqueço...Impossivel.
Bárbaro...bárbaro...barbar...barb...bar..Inesquecivelmente você.