8.5.12

Quando o último sms chegou, a chuva veio forte e se instalou entre o meu silêncio e as minhas lágrimas, e eu fiquei lá sem nenhuma peça de roupa, eu queria que as dores fossem lavadas... E eu desejei nunca ter ouvido... Nunca ter visto e nem tocado... Na vida!
E eu desejei que o silêncio tantas vezes motivo para o barulho instalado em nós, não se fizesse presente. E eu desejei te ver... E desejei que você não fosse tão longe, tão larga, tão dispersa. Desejei que você coubesse em meu (a)braço.
Desejei que as falas monossilabas morressem no primeiro afago da verdade encrustada em nós... Eu quis ser o tempo e voar... Eu quis ser barulho e falar, mas o que sou é um silêncio carregado de urgências, de medos e um desejo enorme que a morte não nos esteja próxima, que os erros nos ensine.

26.3.12



Se os sonhos de alguma forma,transforma as dores em melodia... Eu me entrego novamente a Tempo e deixo que ele toque.

Apressado para as dores

Cadenciado para os passos

Com força para a fé. 

20.3.12






O fato é que não consigo fazer piada com os meus sentimentos... E mesmo que depois de um tempo eu tenha aprendido que as lágrimas não mudam as coisas, eu continuo chorando... Porque eu tenho um coração sabe?! E eu carrego pessoas inteiras dentro dele... Eu as carrego no colo... sob os ombros... E as vezes as puxo pela orelha.
E se de alguma forma elas vão desistindo de está por perto, imediatamente eu procuro o erro... O meu erro! E se não tem mesmo jeito, eu as deixo ir... E choro na despedida!
Mas, e se ela resolvem voltar... Eu esqueço tudo... Preparo um canto no coração e as acomodo quentinha.

Eu só quero falar que se for dor, que seja breve!
Se for amor, que seja doce!
Se for carga, que seja leve!

Tempo





Nessa noite banhada pela escuridão do tempo, me vejo jogada diante dessa história.
Repasso o filme dos nossos passos e sorrisos... Os entregues e os forçados, e sabe, eu tenho medo!
E eu tenho silêncios abertos como crateras... Algumas visões, outros sonhos... E mais medo!
Estou um pouco cansada... Tempo tem cadenciado meus passos e eu,tenho respondido com silêncios... E paciência e receio e arrependimentos.
Dizem que sou forte... Eu ando cansada de se-lo
Dizem que enxergo além... Eu ando cansada de ver.
E o que me mantém em pé... É fé...

No futuro!